Coronavírus: Brasil tem 12 casos suspeitos

O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira que há 12 casos suspeitos do novo coronavírus no Brasil — na véspera, o número era de nove. Os diagnósticos registrados estão em: São Paulo (7), Rio Grande do Sul (2), Santa Catarina (1), Paraná (1) e Ceará (1).

Iniciamente, as autoridades haviam anunciado 13 casos, mas, ao longo da entrevista coletiva realizada para anunciar o balanço, chegou o resultado do caso suspeito mais antigo no Brasil: o de uma mulher de 22 anos internada em Belo Horizonte.

Deu negativo, mas o ministério não quis mudar os números que já haviam sido divulgados, explicando que este caso descartado vai ser incluído no próximo balanço.

— Foi feito o exame com três técnicas diferentes. E as três são negativas. Este caso está entre os descartados — disse o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis.

O Brasil segue em nível de “perigo iminente”.

Todos os dias, o Ministério da Saúde divulga um balanço dos casos no país. Nesta quinta-feira, havia nove registros: Minas Gerais (1), Rio de Janeiro (1), São Paulo (3), Rio Grande do Sul (2), Paraná (1) e Ceará (1). Foram descartados dois diagnósticos em São Paulo e um no Rio, mas entraram seis novos casos: cinco em SP e um em Santa Catarina.

Dos casos suspeitos, cinco deram negativo para outros vírus respiratórios mais comuns. Assim, está sendo feita uma investigação específica para o novo coronavírus. As outras oito suspeitas ainda estão sendo testadas para os vírus mais comuns. Dos nove casos já descartados, todos deram positivo para gripe: seis tiveram o vírus da influenza B, e outros três o da influenza A.

Há mais de 9.800 casos confirmados no mundo, com 213 mortes na China. Não foi registrada nenhuma morte fora daquele país, mas há casos confirmados em mais 22 países.

A partir da próxima semana, além da Fiocruz no Rio de Janeiro, mais dois laboratórios, o Insituto Adolfo Lutz (SP) e o Instituto Evandro Chagas (PA), vão realizar os exames para coronavírus.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) se reuniu nesta quinta-feira e declarou a epidemia de coronavírus como emergência de saúde pública internaiconal.

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, disse que o Brasil já segue as recomendações que a OMS fez ao anunciar o dispositivo.

— O Ministério da Saúde avalia que todas as recomendações da OMS se encontram dentro do nosso plano de contingência, e não há nenhuma alteração nas condutas em decorrência da declaração de emergência — disse Oliveira.

Protocolo

Segundo o protocolo do Ministério de Saúde, os casos suspeitos graves serão encaminhados a um hospital de referência do estado. A lista dessas unidades ainda será divulgada pela pasta. O Ministério da Saúde também informou que será publicado na quinta-feira um decreto que recria um grupo interministerial para emergência de saúde pública. Ele tinha sido criado em 2005 para a preparação de uma pandemia de gripe, mas depois foi desativado. Segundo a pasta, na prática, a equipe já está funcionando.

Os casos divulgados pelo Ministério da Saúde são de pessoas que apresentaram febre e pelo menos um sinal ou sintoma respiratório, como tosse ou dificuldade para respirar. Eles se enquadram na atual definição de caso suspeito para o nCoV-2019 (o novo coronavírus), estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Além disso, para ser considerado um caso suspeito, é preciso que a pessoa tenha estado na China nos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sintomas. Anteriormente, o Ministério da Saúde levava em conta pessoas vindas de duas províncias chinesas com transmissão local. Agora, está considerando todo o país.

01/02/2020